Revista Visão Hospitalar: um novo olhar sobre a saúde
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou, em estudo recente, a incômoda realidade de que o cidadão em nosso país só encontra qualidade no atendimento hospitalar quando paga pelo serviço. Segundo a pesquisa, as famílias brasileiras tem gasto com saúde cerca de R$ 157,1 bilhões (4,8 % do PIB). Estão inclusos nesta conta a aquisição de medicamentos, pagamentos de consultas, internações, planos e demais necessidades médicas. Em contrapartida, a administração pública investiu pouco mais de R$ 123,6 bilhões (3,8 % do PIB) com os mesmo procedimentos.
Outro dado que chama atenção no trabalho feito pelo o IBGE é que nos dois últimos anos, a maior parte das despesas da administração pública com bens e serviços de saúde foi com o atendimento público (66,4% do total). O atendimento privado (hospitais credenciados que prestam assistência suplementar ao Sistema Único de Saúde – SUS) recebeu do governo apenas 10,8% de investimento no mesmo período. A discrepância entre os valores investidos e os gastos necessários ao cidadão deixa clara a necessidade de uma maior atenção ao delicado processo de distribuição de recursos, de um olhar mais cauteloso para o setor hospitalar e ainda a necessidade de se ter uma remuneração compatível aos hospitais que atendem ao SUS. (mais…)
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A crise registrada há semanas nos serviços de saúde do Ceará, especialmente em Fortaleza, não foi a primeira, nem será a última, diante da falta de continuidade dos esforços preventivos em relação à dengue. O combate ao mosquito transmissor dessa enfermidade deve ser contínuo para se evitar a recidiva, o que não ocorre aqui. (mais…)
Antes só acusavam a Prefeitura os deputados Fernando Hugo e Carlomano, agora foi o pedetista Heitor Férrer
A superlotação em unidades de saúde da Capital cearense, a falta de médicos e o fechamento de um posto de saúde por falta de estrutura física, chamou a atenção dos deputado estaduais. As críticas foram dirigidas à administração de Fortaleza. Para o deputado Heitor Férrer (PDT), que exibiu fotografias feitas no seu próprio celular, falta atenção da Prefeitura para com o setor da saúde que poderia contar com mais profissionais e melhor estrutura dos seus prédios. (mais…)

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados debateu em audiência pública, na última terça-feira, dia 24, as regras para fiscalização da rede privada de saúde. A deputada, Jandira Feghali, questionou durante a reunião que não existe uma instância de punição para a direção do hospital privado envolvido em casos de erros médicos e negligência nos atendimentos, ela apontou também a falta de uma norma clara para que a população saiba como deve recorrer.
O vice-presidente da Federação Brasileira de Hospitais, Benno Kreisel, discordou da parlamentar e afirmou que os hospitais particulares são “extremamente fiscalizados anualmente pelas vigilâncias sanitárias dos municípios e dos estados”. De acordo com Kreisel, a fiscalização abrange desde as plantas de construção civil dos estabelecimentos, os contratos dos terceirizados até o número de óbitos e de casos de infecção hospitalar.
Kreisel ressaltou que existe um controle público dos hospitais privados e ressaltou que as leis em vigor são suficientes para que a fiscalização ocorra. “Se em algum lugar ela não está sendo feita de forma adequada, não é culpa dos hospitais particulares”, avaliou. Ele acrescentou ainda que a Federação Brasileira de Hospitais condena a mercantilização dos serviços de saúde. “Hoje a gente tem vários hospitais privados em situação de falência. Talvez um ou outro hospital tenha apenas lucro como objetivo, mas a federação não coaduna com isso. O atendimento à saúde é a nossa atividade e ela tem que ser remunerada, até porque a gente tem que pagar os funcionários, os fornecedores, reinvestir em tecnologia. Mas não é um negócio altamente lucrativo”, argumentou.
De acordo com o vice-presidente da Federação, é preciso que a lei seja cumprida e a fiscalização ocorra de maneira adequada. “Existe médico com três empregos públicos, isto está no cadastro do Ministério da Saúde, isto não é permitido por lei, fala-se abertamente mas ninguém faz nada contra”, concluiu.
A Federação Brasileira de Hospitais, representando a rede privada de hospitais psiquiátricos, contratados ou conveniados com o SUS, apresentou ao Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Miranda, dia 18 de abril, um novo modelo de atendimento aos dependentes químicos e aos doentes mentais, no intuito de aperfeiçoar a política do sistema psiquiátrico brasileiro.